quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O meu (Sen)tido



As portas de vidro.
As portas de vidro que não me fazem ver a diferença
entre o que está dentro e o que está fora.
As portas de vidro por onde tantas vezes passei.
As portas de vidro por onde tantos eu’s passaram.
E a cada vez que por lá eu passava, um novo eu se fazia
e outro por lá ficava.
Fiz-me em Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si.

do que me eu limitava a ser quando cheguei
E que me fazia engatar a quando olhava para o meu futuro.
O que a Mi voltava era a insegurança
De um não ... “Não faça, você não consegue.”
Mas, como há de ser, o Sol voltou a nascer.
Mesmo se pondo tão , tão distante
Disse-me para voltar a Si.

E o meu ego se rendeu.
Como todo bom aprendiz, de mim se desvencilhou.
Foi-se a minha vaidade e o vazio cá ficou.
Deixei de apenas vivenciar.
Sou ser-aí, sou pre-sença
Lancei-me na experiência de todo gosto provar.

Dos amargos, aos suaves.
Dos doces aos salgados.
Do macio ao áspero.
Um pouco de tudo senti.
A cada sentimento uma nudez
E a cada nudez a transparência do “deixar-me ver”.

Meu olhar é o meu escudo.
Minha proteção é a minha confiança em mim.
Minha confiança advém do meu saber
Que não é mais apenas sobre as coisas lá fora.
Eu sei sobre mim.
Sobre cada pedaço de ser-aí-no-mundo-com-os-outros
Que se permitiu experienciar a vida.

A escalada é árdua e pedras rolam.
Não me permito o desvio,
cada uma delas tem o seu propósito.
Eu me firo, eu sangro, eu aprendo com a dor.
Mas a subida continua.
E a cada vez que eu pensar em desistir
Lembrar-me-ei das portas de vidro
E de que posso renascer quantas vezes quiser.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Just ride

     Eu só estava querendo dizer que voltei. Mas para onde mesmo? Qual é o meu lugar? Entre tantos tropeços, continuo correndo. "Tira o pé, Priscilla. Tira o pé". É tudo o que ouço a minha razão dizer. E, dessa vez, parece que até meu coração diz o mesmo... Tão sôfrego e calejado, ele só queria um conforto que parece sempre tão impossível de achar. Mas estou tão alheia a tudo que nem os ouço... Razão e coração fazem as pazes na busca de me abrir os olhos.
     Qual é o problema então? Esse meu peito aberto; essa velha ilusão de ter encontrado o meu tão sonhado lugar. Não era para ser ruim, mas a consequência de correr com um peito aberto é o contato: toda a aspereza do mundo me toca, me desgraça e consome minhas entranhas... mas eu não posso parar. Estou indo rápido demais. E dói... Como dói. Mas eu consigo sentir tudo. Não só o áspero, mas o tenro, o quente, o que motiva. Então corro mais...
     Então penso em como será a cada vez que eu imaginar que cheguei aonde desejava. A adrenalina, tão pulsante em minhas veias, me engana. Parei de correr, mas a ferida está aberta e eu sangro. "Seu peito está aberto, lembra?" - dizem em uníssono razão e coração. E aí a adrenalina cessa. E eu sinto, como estou sentindo agora... Olho para mim mesma, meu sorriso se apaga e meu cenho se fecha. Uma lágrima percorre meu rosto vermelho, o qual mantém olhos incrédulos diante de tal imagem. É toda a emotividade que consigo expressar antes de decidir correr novamente.
      Logo eu volto à entrega, não me permito cicatrizar. Continuo exposta, olhando adiante, piso fundo. A adrenalina irá voltar, eu sei. É ela que me faz assim, tão paradoxal: cacos tão inteiros. 
      Já a minha razão e o meu coração, desses não tenho muito o que falar. Talvez um dia eles voltem a me pertencer, quando chegar alguém capaz de costurar esse buraco em meu peito e me devolver a adrenalina apenas com a intensidade de seus beijos. Aí, enfim, poderei dizer que encontrei meu lugar. "Eu voltei".



*Inspirado em sentimentos atuais e na diva das letras que carregam as minhas mágoas.



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Fim do mundo: uma possibilidade

       Bem, pessoal, faz muito tempo meeeesmo que não venho por aqui e o que me motivou foi algo que não é de hoje que vem sendo discutido: o fim do mundo. Segundo o que a maioria dos pirados anda dizendo, o mundo irá acabar no dia 21 deste mês neste mesmo ano. A partir disto e de umas conversas que tive, resolvi pesquisar sobre o assunto e discutí-lo aqui.
       A história é a seguinte: para manter datas sobre períodos mais longos que 52 anos (tempo equivalente aos 18.980 dias que a antiga roda calendárica Maia poderia distinguir), foi criado o calendário da contagem longa. O que seria isso? Este calendário pode identificar uma data contando um número de dias a partir da criação Maia. Como o próprio nome já diz, é uma contagem longa, a qual é dividida em unidades de contagem. Resumidamente, 360 dias (k'in) correspondem a 18 Winals que equivalem a 1 Tun. 20 Tun's formam um k'atun que, por sua vez, 20 deles formam um b'ak'tun, ufa! Onde quero chegar com isso? Simples ou não: o dia 21 de dezembro de 2012 representa o fim, de fato, mas do 13º B'ak'tun. Esta última unidade não é a maior e, de acordo com o próprio calendário de contagem longa, não significa o fim do mundo, já que a contagem do B'ak'tun se encerra no 20º e dá início a uma unidade superior. 
       Uma interpretação errônea como esta está desencadeando vários transtornos ao redor do mundo. Em países como a Rússia, por exemplo, o governo foi obrigado a intervir para evitar tragédias. A própria NASA (Agência Especial Americana) também viu-se obrigada a dar seu parecer científico, após receber uma enxurrada de cartas perguntando a respeito do fim do mundo e a apresentarem até mesmo ameaças de suicídio. Os cientistas confirmaram que não há nenhuma hipótese de que exista qualquer outro planeta que possa vir a se chocar com a Terra, nem mesmo que possa acontecer uma tempestade solar no fim de 2012. Ainda sobre o assunto, a NASA esclarece que o calendário Maia funciona como o nosso, o que quer dizer que, se um ano termina no dia 31 de dezembro, não quer dizer que outro ano não possa começar e o ciclo se repita. Particularmente, eu concordo com isso, não só por ser uma afirmação da NASA, até porque quem me conhece sabe que não sou a maior fã da ciência. Enfim, o que este calendário quer dizer, de fato? De acordo com a diretora executiva da organização de pesquisa mesoamericana FAMSI, Sandra Noble, para os antigos Maias, o fim de um ciclo completo sempre representava um motivo de celebração, e que essa história de fim de mundo é pura invenção e apenas uma forma de muita gente ganhar dinheiro com a divulgação de tal catástrofe.
       Pois bem, meus amigos, mesmo com tudo o que disse acima, o objetivo da minha postagem não é de esclarecer que o mundo não irá acabar. Se vocês quisessem somente saber disso, procurariam no Google. Como diz o título do meu post, o fim do mundo é uma possibilidade. Aí você me pergunta: mas como, Priscilla, retardada, você não acabou de dizer que o calendário de contagem longa está determinando o fim de mais um B'ak'tun e o início de um novo ciclo? Sim, foi isso que eu disse. Essa possibilidade se deve à forma como estamos conduzindo nossas vidas neste planeta não mais tão azul. Só eu acho que todas essas teorias de Apocalipse, fim do mundo, estão ligadas a um mecanismo de fuga inconsciente da maioria de nós? Pois, vejamos bem, parece mais aceitável saber que o mundo acabará por conta de meteoros, colisões, explosões, dilúvios ou queimadas provocadas por castigo divino, do que creditar esta finitude às nossas atitudes. Certamente está chovendo demais em alguns lugares e de menos em outros; certamente estão acontecendo mais terremotos que o normal, mais maremotos que o normal, mais guerras que o normal. Mas será que isto se deve a castigos de um ser/força superior? Sei que sou suspeita pra falar, mas, como diz uma música do Muse:  
                                                          "Uma economia baseada em crescimento infinito é... INSUSTENTÁVEL".
       Por fim, depois deste texto bíblico, quero deixar claro meu objetivo: resgatar-nos para nossas responsabilidades. A natureza tem suas limitações; nós temos nossas limitações. O mundo está quente demais? Já ouviu falar numa coisinha chamada Camada de Ozônio? Creio que na 5ª série (ou antes) a maioria de nós estudou isso. Alguém ainda lembra o que acontece com ela quando os níveis de poluição aumentam? Creio que eu não precise lembrar. Se eu precisar, tome vergonha nessa cara e pesquise! Aí você pergunta: e como você explica o excesso de chuvas, Priscilla? Tome vergonha e pesquise de novo, porque você deveria saber. O fato é que todos temos consciência do quanto estamos acabando com o mundo, mas poucos se importam em tentar mover um músculo a favor da causa. Engraçado que são atitudes mínimas e não nos damos conta. O fim do mundo pode estar mais próximo do que nós imaginamos. Ele está na busca excessiva de capital, que conduz à exploração demasiada dos bens naturais, na poluição do meio ambiente, nas disputas por poder que se traduzem em guerras. De modo ainda mais claro, o fim do mundo está em suas mãos; nossas mãos. Celebre o fim deste 13º B'ak'tun e faça algo de útil no próximo. Vamos dar uma chance para as nossas próximas gerações e para este planeta que tanto nos aturou.

Abraços e até o dia 21/12/12, estarei sambando na cara de quem chorou por isso :DD 


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Nota rápida: se existisse Facebook nos outros séculos, todo fim de ciclo de um B'ak'tun seria um inferno! Parem de compartilhar porcarias e tentar suicídio, obrigada! 


Fontes:  





terça-feira, 17 de maio de 2011

Sonhar, sonhar, sonhar...

   Caros amigos, leitores forçados do meu blog, entre outros que possam vir a visitá-lo, gostaria de informar-lhes que, a partir de hoje, as histórias aqui relatadas serão baseadas numa personagem que criei há algum tempo, chamada Sophia. Vez ou outra pode aparecer um poema (ou ao menos uma tentativa) ao invés de um conto ou coisa parecida, isso vai depender do meu humor, estado de espírito, etc e tal. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência ou não. Enfim, só para ressaltar que espero que continuem comentando, opinando, criticando, elogiando ou qualquer outra manifestação que queiram apresentar, afinal, o Priscilliando foi feito para isso. Enjoy ;D

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     Aquele parecia só mais um dia. Sophia estava cansada, desanimada, desestimulada e os demais "adas" que se possa imaginar. Morava sozinha, pois cursava uma faculdade em uma cidade longe da sua terra natal. 
     Logo que chegou da faculdade, tratou de ir na cozinha beber água e aprontar algo para jantar. Já passava das 21:00h e ela só queria comer, tomar um banho e cair na cama. O dia parecia não poder ficar pior, quando ela se deu conta de que havia louça de uns 3 dias na pia... Só conseguiu resmungar: saco!
     Ela tomou banho, comeu e decidiu tratar de seus afazeres domésticos, mas não antes de ouvir uma boa música. Nem demorou para escolher entre seus cd's, pois o único com músicas melancólicas que ela tinha era uma seleção feita por ela mesma, com o título "My first fossa". O título dispensa comentários.
     "Fear is only in our minds (O medo está somente em nossas mentes)
     But its taking over all the time" (Mas nos controla a toda hora)
     A princípio, as músicas tinham esse mesmo estilo. Ficar bem pra quê? Sophia estava pensando assim. Ela ia ouvindo, faixa por faixa, até chegar na número 14. Ela decidiu saltar para a 17. Mas, por algum motivo, essa música não queria tocar. Ela já estava de saco cheio, seu dia já tinha sido uma droga e agora, para completar, na única vez que decidiu mudar o que estava escutando, não deu certo. Ela queria acabar logo, ia desistir de ouvir o cd, quando parou para pensar na música que ela desejava escutar. 
     "Dream, dream, dream". Essa era a música. Qualquer pessoa "normal" teria terminado a louça e caído na cama. Mas não Sophia. Ela costuma ir a fundo em tudo que lhe instiga. E isso a instigou, por mais estranho que pareça. Ela tentou de novo, mas o cd rangia, arranhava e a música não passava. Tentou de novo. E de novo. E de novo. E de novo... Após 15 incansáveis minutos, ela se propôs a conseguir realizar essa sua vontade. Vendo que não estava dando em nada, resolveu continuar sua tarefa doméstica, que parecia não terminar... 5 minutos depois, olhou para o aparelho de som e decidiu que não ia se dar por vencida. Por algum motivo, ela achou que o destino quis que ela escutasse aquela música. Sendo assim, prosseguiu em busca do seu objetivo. 
     Depois de muitos socos no aparelho de som, de limpar o cd várias vezes e até mesmo de pedir desculpas ao seu miny sistem por espancá-lo, ela conseguiu. Sophia gastou, pelo menos, mais 10 minutos tentando. Mas ela conseguiu. E para ela foi uma questão de honra. Alguns segundos depois, a melodia começou a invadir os seus ouvidos e ela refletiu cada segundo daquela música.
     All i have to do is dream... (tudo que eu tenho que fazer é sonhar...)
     E aí aconteceu. Como num flash as coisas foram ficando claras em sua mente e justamente essa parte da música ficou ecoando em sua cabeça. Cada uma de suas angústias foram ficando sem sentido quando contrapunham-se a essa frase. Lembrou-se de uma das primeiras músicas que havia escutado. Por que deixar o medo nos controlar? E Sophia pensou em como estava se sentindo há algumas horas. Nada mais lhe dava prazer, nada lhe parecia interessante... E ela notou que tinha parado de se permitir sonhar. No sonho, até as coisas mais improváveis são possíveis. É o mundo do inimaginável, dos desejos, dos pecados e (por que não?!) dos medos. Medos estes que podem ser ultrapassados, esquecidos, vingados. Pois o sonho é a porta que, ao mesmo tempo, une e separa o mundo real do mundo da possibilidade. Mas quem disse que só se pode sonhar dormindo?
     Sophia terminou de lavar a louça, desligou o aparelho de som e sorriu. Não foi dormir. Ligou para uma amiga, partilhou de seus sentimentos, marcou de sair. Depois foi até a varanda, olhou as estrelas e se sentiu mais leve. Notou que o esforço para ouvir a música valeu a pena, pois teve um ponto positivo no fim. Então ela resolveu deitar. Adormeceu em poucos minutos. E, adivinhem? Sonhou.

MORAL DA HISTÓRIA: não pirateiem cd's ou vão achar que uma música arranhada num cd de R$ 1,00 é produto do destino. 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eu não morri u.ú

     Embora eu saiba que isso faria a felicidade de muitas pessoas zD Bom, acho que não tenho que dar satisfações do meu sumiço... não escrevi porque não quis mesmo :D #sinceridadeon
    Tô a fim de poetizar hoje, na moral... Mas sou muito ruim nisso. Mas como o blog é meu, escrevo a merda que eu quiser (sinto que vou apanhar um dia por isso...).

Era noite quando ela calçou seus chinelos, vestiu sua calça jeans e sua camiseta; estava frio, mas para ela pouco importava.
O vento parecia cortar sua pele, mas ela já não sentia. 
Com seus fones no volume máximo, ela ouvia cada trecho de Lazy eye como se a música sempre tivesse feito parte da história de sua vida. E se sentia bem.
"Eu tenho esperado por este momento por toda a minha vida, mas não está muito certo..."
Caminhava sem rumo, a melodia lhe causava uma calmaria, mas, ao mesmo tempo, algo começava a surgir dentro dela, como uma onda e isso a foi incomodando. Nostalgia.
"Eu tenho esperado por este silêncio a noite toda.
 É apenas uma questão de tempo para parecer triste com o mesmo velho e decente olhar malandro, fixado em você, mira livre e tão irreal..."
Olhou para o céu, mas não encontrou as estrelas. Nem mesmo uma. Nem mesmo a única que tanto lhe importava. A lua também não estava ali para ser contemplada e ela se viu só. Andando pelas ruas, cumprimentando uns poucos conhecidos, ela só deixava que a brisa fria a levasse.
"Por isso que eu disse que eu relaciono.
Eu disse nós relacionamos, é tão divertido relacionar..."
Então ela parou. Já havia caminhado bastante e se via frente ao Velho Chico. Sentou num banquinho, respirou o ar fresco e cheio de umidade, enquanto observava o rio e as luzes da iluminada Orla de Juazeiro. Pensou em como sua vida havia mudado já há algum tempo. Já não era mais a mesma. Pensou em tudo que conquistou, em todos os seus sofrimentos e dificuldades. Sua vida estava muito melhor do que antes. Seria aquele o seu topo? Tinha amigos fiéis, cursava a faculdade que queria, estava contente com o que fazia, encontrou o amor e até em casa as coisas estavam indo bem. Mas, como de costume, é sempre num desses momentos que acontecem as maiores sacadas. Posses. Tudo se trata de posses. Ter. Mas por quê? O que é ter ao lado de um "não viver"? O que é ter amigos fiéis se não dá para encontrá-los em um local que não seja a faculdade? O que é estar no curso desejado se a sua maior preocupação é obter boas notas? O que é encontrar o amor se não se está em seus braços para esquecer o frio num momento como aquele? O que é estar em calma em casa se isso significa não trocar duas palavras com seus pais? E foi aí que ela percebeu o quanto estava perdendo, pois não é só ter... é fazer valer! Viver como se cada minuto fosse o último. E não ter medo do que pode acontecer, não ter medo de arriscar. Pra quem já esteve no fundo do poço, riscos não fazem a diferença, pois o que tinha de doer, já doeu. O tempo cura; a vida cura; o amor cura.
"Todos podem focar claramente com aquele brilho.
 É o quarto, o sol e o céu..."
E foi aí que ela decidiu voltar. Voltar a viver com o mesmo brilho no olhar, o qual lhe permitia cair e se reerguer quantas vezes fosse necessário, pois ela não mais tinha a quem recorrer. Era bem mais que isso. A reciprocidade dos seus mais verdadeiros sentimentos para com as pessoas que faziam parte de sua vida estava ali, era inegável. Então encheu-se de orgulho; orgulho de todos que a mantinham viva e orgulho de ser quem ela era. Sorriu. E, pela primeira vez, depois de muitos dias, ela sentiu o frio da noite e desejou estar em casa. E, ainda escutando Lazy eye, viu a nostalgia esvair-se. Cruzou os braços na tentativa de se aquecer e seguiu seu rumo. Feliz.
E, como diria a música... Ela realmente esperou por esse momento. Durante toda a sua vida.
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Bom, é isso pessoal. Não estou aqui para agradar ninguém. Críticas? Elogios? Os comentários são logo aí embaixo ↓ ;D
Até a próxima!
 
 
 
 

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

♫ Me dê um abraço, venha me apertar, tô chegando ♫

     Olá, galera! Cá estou eu novamente depois de tanto tempo e um quase-abandono do blog. É tempo de arrumar as malas! E não, eu não estou louca.
    Ultimamente eu estava meio sem inspiração pra vir aqui (não vou dizer que eu tava sem tempo, seria mentira... dava tempo de postar, só não consegui escrever...) e aí passei todos esses 12 dias só enrolando. Agora que estou no pc sem nada pra fazer, sem ninguém no msn pra conversar e com preguiça de jogar pôker, decidi fazer um resumo do que foram esses meus dias e compartilhar da minha ansiedade perante à minha viagem.
    Nesse meio tempo, eu voltei a jogar futsal, fui campeã pelos jogos universitários (me achei u.u), entrei pro Diretório Acadêmico e confirmei minha presença em um congresso nacional de Psicologia. Com tanta coisa nova pra contar, eu até fiquei em dúvida... Mas, enfim, vou dar prioridade em falar da minha viagem, já que é algo muito importante pra mim por um motivo que não vem ao caso porque não é da conta de ninguém.
    Moço, o negócio aqui tah tenso... Viajo no dia 1º pela manhã e acho que ainda não tô acreditando que vou o.O   Mas aí eu paro pra pensar na viagem e nos dois dias que ficarei na estrada. Imagine aí compartilhar um ônibus com mais 40 pessoas tão loucas quanto você e que vão tirar foto até do asfalto... Só posso dizer uma coisa: isso vai ser legal! *-*   Lógico que seria beeem melhor se meus grandes amigos estivessem indo também... mas fazer o quê? Creio que dá pra imaginar um pouco do que eu tô sentindo, quem já viajou só com os amigos entende. Aliás, nem precisa ter passado pela situação pra entender. Dá pra imaginar... 
    Bom, mas vamos direto ao ponto aqui (tah, eu sei que não fui tão direta ¬¬). O que eu quero abordar aqui é algo que acho que todo mundo já sentiu... Aquele frio na barriga ao arrumar uma mala, a espera pelo encontro de pessoas amadas, o calor de uma meia no seu pé durante uma viagem fria e os bons e marcantes momentos a cada minuto de viagem. Viajar é uma das coisas que mais gosto na vida, porque te mostra o quão grande o mundo é e, de repente, sua cidade, por maior que ela seja, se apequena diante da cultura e da multiplicidade de pessoas que você encontra durante o caminho. São os encontros e desencontros que fazem a vida ter esse gostinho especial. Então, a cada viagem que você fizer - não precisa ser pra outra cidade... seja no caminho de casa pro colégio, dentro do ônibus indo pro trabalho ou mesmo dentro de um avião onde você não conhece ninguém - se permita conhecer pessoas, dividir experiências, conhecer outras culturas. O conhecimento não está limitado a aprender uma questão de álgebra, descobrir fórmulas químicas ou qualquer coisa do gênero. O conhecimento sobre o outro é o mais valioso de todos, mas, infelizmente, a maioria de nós humanos não o possuímos, pois estamos ocupados demais vivendo no nosso mundinho. Se você é assim, mude enquanto há tempo. O mundo somos "nós" e não apenas "eu". Uma jaqueta de couro nunca vai te dar calor humano...
    Bom, acho que é isso por hoje xD   Demorei pra postar e acabei aparecendo com esse texto bíblico... Espero que alguém tenha lido até o fim O.O hsauhsuahsuahsua   Até dia 10, pessoal ;D Sampa me espera u.u

    O lugar mais belo de uma viagem pode não ser o destino... e sim o caminho.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O primeiro de muitos (talvez...)

   Depois da noite frustrada de ontem tentando criar o meu blog em um site fuleiro que não mencionarei, hoje respiro aliviada e venho fazer o meu primeiro post. Não que eu não tenha o que fazer. Muito pelo contrário, tenho prova amanhã, nem sei o que vai ser, estou exausta, com dor de cabeça... Maaas, estou feliz! :D
    Vou poupar apresentações, já que é o meu primeiro post e só os meus amigos virão ver e comentar forçadamente o meu pequeno trabalho.
   Por quê eu criei um blog? Bom, nem eu mesma sei ao certo. Sempre gostei de escrever e, principalmente, que lessem as coisas que eu escrevo. Poderei usar este espaço para falar sobre o que eu penso sem ser censurada e assim espero obter comentários tão ou mais sinceros quanto as minhas próprias postagens a respeito do mundo e da vida. Ainda que seja a minha vida...
    Não vou me estender muito por hoje para não assustar ninguém. Não chego nem aos pés de ser uma barda como a minha adorada Gabby (se você não assiste Xena, nem tente entender. Ou melhor, tente assistir xD), mas, quando começo a escrever, faço isso como se fosse a última coisa que pudesse fazer na vida.
    Bom, pra finalizar, quero deixar uma frase, aliás, uma "oração" feita pelo mestre da Gestalt-terapia, Fritz Perls:

"Eu faço minhas coisas, você faz as suas
 Não estou nesse mundo para viver de acordo com suas expectativas
 E você não está nesse mundo para viver de acordo com as minhas
 Você é você, e eu sou eu
 E se por acaso nos encontrarmos, é lindo
 Se não, nada há a fazer."  

    Por hoje é só xD Um brinde à vida, ao amor e aos amigos! Sempre s2